Os indicadores financeiros que todo dono de empresa deveria acompanhar
Relatório demais tem o mesmo efeito de relatório nenhum: ninguém olha. A saída é escolher poucos indicadores, entender bem o que cada um mede e revisar sempre na mesma data.
Seis números costumam dar conta do recado em uma empresa pequena ou média.
1. Faturamento por período
O óbvio, com uma condição: compare com o mesmo mês do ano anterior, e não só com o mês passado. Sazonalidade engana muita análise.
2. Margem de contribuição
Quanto sobra de cada venda depois dos custos variáveis. Se ela cai, o problema está em preço, desconto ou custo de aquisição, e não em volume.
3. Lucro líquido e margem líquida
Em reais e em percentual. Faturar mais com margem menor é uma armadilha comum: a empresa cresce, trabalha mais e ganha o mesmo.
4. Saldo e projeção de caixa
Quanto há hoje e quanto haverá nas próximas semanas, considerando recebimentos e pagamentos já agendados. É o indicador que evita o susto e quase sempre o menos acompanhado.
5. Prazo médio de recebimento e de pagamento
Em dias. Receber em 45 e pagar em 20 significa financiar a operação com capital próprio. Aproximar esses prazos alivia o caixa mais barato do que qualquer linha de crédito.
6. Inadimplência
Percentual do faturamento que vence e não entra. Acompanhe também o envelhecimento: dívida de 90 dias tem chance de recuperação muito menor que a de 30.
Como transformar isso em rotina
- Escolha uma data fixa por mês e trate como compromisso, não como tarefa quando sobrar tempo.
- Mantenha o histórico lado a lado. Um indicador isolado não diz nada; a série diz tudo.
- Para cada indicador fora do esperado, escreva uma ação e um responsável. Sem isso, a reunião vira contemplação.
Em resumo
Seis números, uma data fixa, histórico ao lado e uma ação para cada desvio. É menos sofisticado do que um painel cheio de gráficos, e funciona muito melhor.

