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Debitei Contabilidade

Créditos Tributários

Promessa de resultado garantido: cinco sinais de alerta

Recuperação de crédito é um serviço legítimo e, em muitos casos, valioso. Justamente por isso atrai oferta agressiva — e vale saber separar o trabalho técnico da venda de expectativa, antes de assinar.

Cinco sinais de alerta

  • Percentual prometido antes da análise. “Recuperamos 15% do seu faturamento” dito sem olhar um único arquivo é chute com aparência de método.
  • Pressão por prazo artificial. O único prazo real é o quinquínio, e ele anda devagar, um mês por mês.
  • Contrato só de êxito, sem descrição do que será feito. Honorário sobre resultado é legítimo; contrato sem escopo nem fundamentação, não.
  • Compensação imediata antes da fundamentação. Compensar rápido entrega sensação de resultado e transfere o risco inteiro para a empresa.
  • Resistência a conversar com o seu contador. Trabalho sério conversa; o que precisa de sigilo interno costuma ter motivo ruim.

Quem assume o risco

Este é o ponto central, e quase nunca está na apresentação comercial: quem responde perante o fisco é a empresa, não o consultor.

Se a compensação não for homologada, o débito volta com acréscimos, e a legislação prevê multa isolada sobre o valor compensado indevidamente. O consultor já recebeu o êxito; a conta fica com você.

Por isso a pergunta mais importante numa proposta não é “quanto vou recuperar”. É “em que exatamente isso se fundamenta, e o que acontece se não for homologado”.

O que uma proposta séria tem

  • Diagnóstico antes de valor prometido.
  • Separação entre crédito de erro evidente e crédito que depende de tese em discussão.
  • Descrição do que será entregue, inclusive as retificações necessárias.
  • Previsão clara de responsabilidade em caso de não homologação.
  • Disposição para apresentar a fundamentação ao seu contador.

Nada disso é exigência excessiva. É o mínimo para uma decisão informada sobre dinheiro que, no fim, é responsabilidade da empresa.

As perguntas que uma proposta deve responder

  • Em que exatamente cada crédito se fundamenta?
  • O que será entregue, incluindo as retificações necessárias?
  • O que acontece se a compensação não for homologada, e quem assume?
  • Há disposição para apresentar a fundamentação ao meu contador?
  • Qual o valor líquido estimado, depois de efeito tributário e honorários?

Se as cinco forem respondidas com clareza, o modelo de cobrança importa pouco. Se alguma for desviada, o modelo de cobrança importa menos ainda — porque o risco já está todo do lado da empresa.

Perguntas frequentes

Honorário sobre êxito é problema?

Não em si. O problema é êxito sem escopo, sem fundamentação documentada e sem previsão do que ocorre se o crédito for glosado. O modelo de cobrança importa menos que a clareza do que será feito.

Posso pedir uma segunda opinião?

Deve. Levar a proposta ao seu contador ou a outro profissional é prática saudável, e quem trabalha bem não se incomoda com isso.

Se der errado, posso cobrar do consultor?

Depende do contrato e da conduta. Mas, perante o fisco, a responsabilidade pelo tributo é da empresa — e discutir indenização depois é bem mais trabalhoso que escolher bem antes.

Vale a pena mesmo assim?

Vale, quando o crédito existe e está bem fundamentado. O alerta aqui não é contra o serviço: é contra a versão dele que vende número antes de olhar documento.

A recuperação de créditos tributários da Debitei começa por diagnóstico e conversa com quem já cuida da sua contabilidade.